Thursday, September 21, 2006
Sunday, September 10, 2006
Dne: 110920060303
O PODER MARAVILHOSO DOS PALAVRÕES
Os palavrões não nasceram por acaso. São recursos extremamente válidos e criativos para prover nosso vocabulário de expressões que traduzam com a maior fidelidade nossos mais fortes e genuínos sentimentos. É o Povo fazendo sua língua. Como o Latim Vulgar, será esse Português Vulgar que vingará plenamente um dia. Sem que isso signifique a "vulgarização" do idioma, mas apenas sua maior aproximação com a gente simples das ruas e dos escritórios, seus sentimentos, suas emoções, seu jeito, sua índole.
"Pra caralho", por exemplo. Qual expressão traduz idéia de maior quantidade do que "pra caralho"? "Pra caralho" tende ao infinito, é quase uma expressão matemática, física. A Via-Láctea tem estrelas pra caralho, o Sol é quente pra caralho, o universo é antigo pra caralho, eu gosto dela pra caralho, entende?
No gênero do "pra caralho", mas no caso expressando a mais absoluta negação está o famoso e crescentemente utilizado "nem fodendo!". Que "Não, não e não!", o quê! E nem tão pouco o nada eficaz e já sem nenhuma credibilidade "Não, absolutamente não!". O "nem fodendo" é irretorquível, liquida o assunto. Te libera, com a consciência e o ego tranqüilos, para outras atividades de maior interesse em sua vida. Aquele filho pentelho de 17 anos te atormenta pedindo o carro pra ir surfar no litoral? Não perca tempo nem paciência. Solte logo um definitivo "Huguinho, presta atenção, filho querido, NEM FODENDO!". O impertinente se manca na hora e vai pro Shopping se encontrar com a turma numa boa e você fecha os olhos e volta a curtir o novo CD do Lupicínio.
Por sua vez, o "porra nenhuma!" atendeu tão plenamente as situações onde nosso ego exigia não só a definição de uma negação, mas também o justo escárnio contra descarados blefes, que hoje é totalmente impossível imaginar que possamos viver sem ele em nosso cotidiano profissional. Como comentar a bravata daquele chefe idiota senão com um "é PhD porra nenhuma!", ou "ele redigiu aquele relatório sozinho porra nenhuma!". O "porra nenhuma", como vocês vêem, nos provê sensações de incrível bem estar interior. É como se estivéssemos fazendo a tardia e justa denúncia pública de um canalha. São dessa mesma gênese os clássicos "aspone", "chepone", "repone" e, mais recentemente, o "prepone" – presidente de porra nenhuma.
Há outros palavrões igualmente clássicos. Pense na sonoridade de um "puta-que-pariu!", ou seu correlato "puta-que-o-pariu!", falados assim, cadenciadamente, sílaba por sílaba... Diante de uma notícia irritante qualquer "puta-que-o-pariu!" dito assim te coloca outra vez em seu eixo. Seus neurônios têm o devido tempo e clima para se reorganizar e sacar a atitude que lhe permitirá dar um merecido troco ou o safar de maiores dores de cabeça.
E o que dizer de nosso famoso "vai tomar no cu!"? E sua maravilhosa e reforçadora derivação "vai tomar no olho do seu cu!". Você já imaginou o bem que alguém faz a si próprio e aos seus quando, passado o limite do suportável, se dirige ao canalha de seu interlocutor e solta: "Chega! Quer saber mesmo de uma coisa? Vai tomar no olho do seu cu!". Pronto, você retomou as rédeas de sua vida, sua auto-estima. Desabotoe a camisa e saia à rua, vento batendo na face, olhar firme, cabeça erguida, um delicioso sorriso de vitória e renovado amor-íntimo nos lábios.
Seria tremendamente injusto, em que pesem ainda inexplicáveis e preconceituosas resistências à sua palavra-raiz, não registrar aqui a expressão de maior poder de definição do PV (Português Vulgar): "embucetou!". E sua derivação mais avassaladora ainda: "embucetou de vez!". Você conhece definição mais exata, pungente e arrasadora para uma situação que atingiu o grau máximo imaginável de ameaçadora complicação? Expressão, inclusive, que uma vez proferida insere seu autor em todo um providencial contexto interior de alerta e auto-defesa. Algo assim como o comentário de um vizinho para sua esposa ao sacar que no auge da violenta briga do casal da residência ao lado, chegam de súbito a amante, o filho espúrio e o cunhado bêbado com o resultado do exame de DNA: "Fecha a porta que embucetou de vez!".
O nível de stress de uma pessoa é inversamente proporcional à quantidade de "foda-se!" que ela fala. Existe algo mais libertário do que o conceito do "foda-se!"? O"foda-se!" aumenta minha auto-estima, me torna uma pessoa melhor. Reorganiza as coisas. Me liberta.".
- Não quer sair comigo?
- "Então foda-se!"
- Vai querer decidir essa merda sozinho(a) mesmo?
- "Então foda-se!"
Dne: 110920060240
-----------ELEVADOR...
Whistle the first seven notes of "It's a Small World" incessantly.
Offer name tags to everyone getting on the elevator. Wear yours upside-down.
When arriving at your floor, grunt and strain to yank the doors open, then act embarrassed when they open by themselves.
Greet everyone getting on the elevator with a warm handshake and ask them to call you Admiral.
On the highest floor, hold the door open and demand that it stay open until you hear the penny you dropped down the shaft go "plink" at the bottom.
When at least 8 people have boarded, moan from the back: "Oh, no, not now, damn motion sickness!"
Meow occasionally.
Holler "Chutes away!" whenever the elevator descends.
Walk on with a cooler that says "human head" on the side.
When the elevator is silent, look around and ask "is that your beeper?"
Say "Ding!" at each floor.
Say "I wonder what all these do" and push the red buttons.
Announce in a demonic voice: "I must find a more suitable host body."
Wear "X-Ray Specs" and leer suggestively at other passengers.
Stop at every floor, run off the elevator, then run back on. I - NO
Quando houver só uma pessoa no elevador, dê um tapinha no ombro dela e finja que não foi vc.
Aperte os botões do elevador e finja que eles dão choque. Sorria e faça de novo.
Se ofereça para apertar os botões para os outros, mas aperte os botões errados.
Deixe cair sua caneta e espere até alguém se oferecer para pega-lá, então grite "Ei, é minha!"
Leve um Banco Imobiliario e pergunte para as pessoas se elas querem jogar.
Quando a porta se fechar, fale "Tudo bem. Não entrem em pânico. Ela abrirá novamente".
Mate moscas que não existem.
Grite "Abraço grupal", então force-as.
Faça caretas dolorosamente enquanto bate na sua testa e murmure "Calem a boca, todos vocês, calem a boca!".
Abra sua pasta ou bolsa, e enquanto olha dentro, pergunte "Tem ar suficiente aí dentro?"
Fique quieto e parado no canto do elevador, encarando a parede.
Encare outro passageiro por um tempo, e grite com horror "Você é um deles!", e recue devagar.
Escute as paredes do elevador com seu estetoscópio.
Faça barulhos de explosão quando alguém apertar um botão.
Encare outro passageiro por um tempo, e fale "Estou usando meias novas".
--------------TRABALHO...
No seu horário de almoço, sente-se no seu carro estacionado, coloque seus óculos escuros e aponte um secador de cabelos para os carros que passam. Veja se eles diminuem a velocidade.
Sempre que alguém lhe pedir para fazer alguma coisa, pergunte se quer que fritas acompanhem.
Encorage seus colegas de sala para fazer uma dança de cadeiras sincronizada com você.
Coloque a sua lata de lixo sobre a mesa e escreva "Entra" nela.
Sempre que alguém lhe falar alguma coisa, responda com "isso é o que você pensa".
Termine todas as suas frases com "de acordo com a profecia".
Ajuste o brilho do seu monitor para o que o nível dele ilumine toda a área de trabalho. Insista com os outros que você gosta desse jeito.
Sempre que possível, pule em vez de andar.
Mande e-mails para o resto da empresa para dizer o que você está fazendo. Por exemplo "Se alguém precisar de mim, estarei no banheiro, na cabine 3".
Coloque uma tela de mosquitos ao redor do seu cubículo. Toque um CD com sons da floresta durante o dia inteiro.
Faça seus colegas de trabalho lhe chamarem pelo seu apelido, "Duro na Queda".
Fale para o seu chefe "não, são as vozes na minha cabeça".
Insista que o seu e-mail é: Xena.Princesa.Guerreira@nomedaempresa.com.br (ou) Elvis.O.Rei@nomedaempresa.com.br
Desenvolva um estranho medo de grampeadores.
Coloque café descafeinado na máquina de café por três semanas. Quando todos tiverem superado o vício a cafeína, mude para expresso.
No canhoto de todos os seus cheques escreva "Ref. favores sexuais".
Descubra onde o seu chefe faz compras e compre exatamente as mesmas roupas. Use-as um dia depois que o seu chefe usá-las. Isso é especialmente efetivo se o seu chefe for do sexo oposto
--------------DIA-A-DIA
Pergunte às pessoas de que sexo elas são. Ria histericamente depois que elas responderem.
Com cinco dias de antecedência, avise seus amigos que você não pode ir à festa deles porque não está no clima.
Ligue para o CVV e não fale nada.
Quando sair dinheiro do caixa eletrônico, grite.
Ao sair do zoológico, corra na direção do estacionamento gritando "Salve-se quem puder, eles estão soltos!".
Na hora do jantar, anuncie para os seus filhos "Devido à nossa situação econômica, teremos de mandar um de vocês embora".
Todas as vezes que você vir uma vassoura, grite "Amor, sua mãe chegou!"...
Não use pontuações.
Quando estiver em um drive-thru, especifique que o pedido é para viagem.
Cante junto na ópera.
Vá a um recital de poemas e pergunte por que os poemas não rimam.






